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Registro de autoridade
Pessoa

Celso Antônio Rossi

  • CEDHIS/UENP
  • Pessoa
  • 1936 - 2022

Celso Antônio Rossi (1936 –2022) foi um dos professores e fundadores da antiga Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro (Fundinopi), em 1967, hoje integrada à UENP. Dela foi também diretor, de 1974 a 1978 e de 1990 a 1994, além de vice-diretor por várias oportunidades e professor do curso por mais de 30 anos. Foi também professor da Faculdade Estadual de Educação Física de Jacarezinho (Faefija); coordenador e professor do curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos/SP; diretor do Colégio Cristo Rei; presidente da Subseção da OAB-Jacarezinho da qual foi fundador; conselheiro Estadual da OAB do Paraná; vice-Presidente da OAB do Estado; e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Paraná. O jurista desempenhou também diversas outras funções em diferentes trabalhos e criou, em 1975, o Escritório Modelo da Faculdade de Direito que desde então presta assistência judiciária gratuita à comunidade.

É autor do livro jurídico “Das Relações de Parentesco na Ordem de Sucessão” (1972) e do livro “Centenário da Comarca de Jacarezinho”. O professor integrou ainda a coletânea “300 histórias de Curitiba”, publicada em 2002, e a obra “Prosa e verso, verso e prosa: Mosaico de Escritores Jacarezinhenses”, de 2012. Ainda como escritor, Celso Rossi possui inúmeros contos e poesias publicados na revista Meya Ponte, da Academia Pirenapolense de Letras (Goiás).

Durante a vida, Rossi exerceu atividades ligadas à imprensa, à história e à cultura em geral. Foi editor e diretor dos jornais Tribuna do Norte (1960 a 1965) e Tribuna do Norte Pioneiro (1982 a 1989), ambos de Jacarezinho. Foi produtor e escritor do programa “Crônica da Cidade de Jacarezinho”, levado ao ar diariamente pela Rádio Difusora de Jacarezinho e depois pela Rádio Educadora de Jacarezinho de 1962 a 1982. Em 2004, Celso Rossi criou o fotoblog “Jacarezinho com amor” que reunia fotografias da cidade e seus habitantes e sobre as quais tecia comentários em forma de legenda, revelando seu olhar sobre diversos aspectos da sociedade local.

José Cher

  • Pessoa

Nascido em Ribeirão Claro (PR), em 16 de fevereiro de 1924, cursou o primário na mesma cidade, mudando-se com a família para Jacarezinho em 1938, para fazer ginásio e colégio. Estudou Contabilidade e ingressou na Prefeitura em 1940, como agente estatístico e depois chefe da Contadoria, cargo em que se aposentou em 1975.

Filiado ao PSD, foi eleito em 1955 com 234 votos; em 1959,com 372; em 1963 com 470; em 1968, já pela Arena, com 513; em 1972, com 661; e, em 1976, com 373 votos. Para a presidência da Câmara, foi eleito nos períodos de 63/64, 73/74 e 79/80.

Em 1974, ocupando pela segunda vez a presidência da Câmara, José Cher assumiu por 15 dias a Prefeitura de Jacarezinho, em virtude da licença do então prefeito Nelson Gomes de Oliveira. Marcou sua gestão com diversos atos fora de rotina, entre eles, sancionando sua própria lei doando área de terra para a construção da Igreja São José.

Entre seus projetos está a determinação de construção do primeiro núcleo residencial, com 11 unidades, para os servidores públicos, além da criação da feira-livre de Jacarezinho.

Magno Sauter

  • Pessoa
  • 1908-1959

Nasceu aos 12 de abril de 1908 em Dächingen, diocese de Rottenburg (Alemanha). Com 12 anos entrou no seminário menor “São Bernardo” em Schwäbisch Gmünd, onde fez o ginásio. Em 1928 iniciou o Noviciado e fez a primeira profissão religiosa dia 1º de maio de 1930. Estudou Filosofia e Teologia em Salzburg, na Áustria, onde se ordenou sacerdote aos 15 de julho de 1934. Quando terminou os estudos teológicos em 1935 embarcou para o Brasil, vindo para Jacarezinho, Estado do Paraná, a fim de trabalhar no recém-inaugurado Ginásio “Cristo Rei”.

Foi este estabelecimento o campo de trabalho de toda sua vida de sacerdote palotino e mestre. Como professor, prefeito e diretor envidou todas as suas forças para o bem da juventude, da qual era sempre amigo e conselheiro. Nunca olhava a própria comodidade nem mesmo a saúde quando se tratava do bem espiritual, da educação e do progresso intelectual dos alunos a ele confiados. Cuidava ainda das famílias amigas do Colégio e redobrava seus deslevos no caso de doença ou morte.

Esta sua despretensiosa e extrema dedicação ao magistério, à educação e ao bem espiritual do próximo abalou sua saúde. Sofria já desde pequeno do coração. Úlceras no estômago vieram mais tarde lhe diminuir as energias causando-lhe incômodos. Somente quando as forças físicas o abandonaram sujeitou-se a uma operação, em 1953. Em seguida passou quase um ano na terra natal a fim de se refazer fisicamente. Voltando em início de 1954 continuou incansavelmente seu trabalho de educador e guia da juventude até fevereiro de 1959, apesar das prescrições médicas que aconselhavam moderação e dieta constantes.

Estando em São Paulo para consultar seu médico especialista, sofreu uma trombose cerebral no dia 13 de fevereiro. Sendo o estado muito grave foi sacramentado antes de ser levado para o hospital. Recebeu todos os cuidados médicos no Hospital da “Beneficência Portuguesa” de São Paulo, mas no dia 4 de março, às 15:30 horas um colapso cardíaco pôs-lhe repentinamente fim a vida.

Por iniciativa de seus amigos, ex-alunos e do povo de Jacarezinho, o corpo foi transportado por via aérea à cidade. Na Catedral de Jacarezinho, com assistência do Bispo Diocesano e de numerosos confrates, foi cantada Missa solene de Requiem, corpo presente. Grande multidão assistiu a missa e acompanhou o enterro em procissão até o cemitério.