A coleção Celso Rossi é composta por milhares de fotografias sobre a cidade de Jacarezinho, sobre seus moradores em ações cotidianas e em eventos variados. Seu acervo conta também com o Jornal Tribuna do Norte, de janeiro de 1960 a março de 1966, e de novembro de 1986 a dezembro de 1992. Destacam-se também as crônicas diárias sobre Jacarezinho e seus personagens, escritas por Rossi entre as décadas de 1960 a 1980 e, ainda, alguns outros documentos avulsos.
Ainda em vida, Celso Rossi manteve o compromisso de criar e atualizar semanalmente um foto blog, onde publicava suas fotos com uma breve descrição da mesma. No decorrer dos anos, algumas fotos que foram publicadas no foto blog se perderam, assim não podendo integrar nosso acervo na sua doação. Assim sendo, disponibilizamos também o link de acesso de seu foto blog, agora sob custódia da UENP: https://museu.uenp.edu.br/acervo-celso-rossi/index.html
A crônica aborda a luta pela sobrevivência humana desde os tempos primitivos até a contemporaneidade, contrapondo a caça por alimento à necessidade de dinheiro. O cenário é Jacarezinho, onde a pobreza se manifesta em pessoas famintas, culminando na descrição da distribuição de alimentos como uma forma de 'paz' e 'progresso', no contexto da miséria social e da ajuda externa a países periféricos.
A crônica descreve a atmosfera de Jacarezinho, engalanada para o Natal e a chegada de dezembro. O cenário é a rua Paraná, onde um menino pobre, com roupas rotas e pés descalços, observa as vitrines. Em contraste, ele encontra outro menino, de sua idade, que acaba de comprar uma bicicleta. Este encontro, inicialmente percebido como triste pela diferença social, transforma-se em um momento de alegria e fraternidade quando o menino 'rico' empresta a bicicleta ao menino 'pobre', anulando o orgulho e a vaidade e fazendo com que pareçam irmãos, apesar das suas diferentes realidades sociais, em um momento de reflexão sobre a tristeza e a felicidade na época natalina.
A crônica aborda a surpresa do narrador ao encontrar o comércio aberto no dia 1º de novembro, que ele acreditava ser feriado. Ao sair para as ruas, ele observa um grande movimento de pessoas e carros em direção ao cemitério. Inicialmente confuso, ele se recorda que é véspera do Dia de Finados, e as pessoas estão indo ao cemitério para preparar os túmulos de seus entes queridos. O texto reflete sobre a fé cristã, a solidariedade humana e a homenagem aos que partiram.
Memória nostálgica da infância em Jacarezinho, centrada na chegada do circo com seus desfiles de animais (elefantes) e artistas (palhaços), a interação da gurizada com o espetáculo e a tradicional brincadeira 'Hoje tem marmelada?'. A crônica compara essas lembranças com a visita de um circo mais moderno (Circo Sarrazani), mostrando a permanência das tradições e da magia que o circo exerce na cidade, com a participação de crianças de ontem e de hoje.
Crônica sobre observações do clima e do vento na cidade de Jacarezinho. Também cita a brincadeira de empinar papagaios, e os problemas que acarreta, como papagaios presos em fios de telefone e luz.