A crônica narra um dia de garoa em uma cidade, onde as pessoas despertam preguiçosamente e a rotina se estabelece. O narrador percebe algo diferente na Praça Rui Barbosa: a ausência de um mascate ambulante que costuma vender bugigangas. Ele o encontra posteriormente, com sua bicicleta e mercadoria, preocupado com a chuva que prejudica seu negócio e sustento.
A crônica explora as diversas formas de trabalho e sustento, sejam elas arriscadas (como trapezistas e equilibristas) ou mais pacíficas, como a venda de sanduíches. O cenário principal é Jacarezinho, onde um menino de doze ou treze anos, agindo como 'homem-sanduíche' (levando cartazes de publicidade), comove a população. O texto faz um paralelo entre esse método de sustento e a origem da palavra 'sanduíche', destacando a engenhosidade e a luta pela sobrevivência em um contexto social simples e comovente.
Em um dia chuvoso de setembro de 1962, o cronista reflete sobre a dificuldade de escrever diante da falta de acontecimentos, recordando uma poesia sobre a chuva e a interrupção de encontros. Apesar da bênção da água após o calor, a monotonia do dia impede relatos interessantes, frustrando o compromisso diário de contar novidades sobre Jacarezinho.
Celebração do esporte amador em Jacarezinho, no ginásio Rui Barbosa, com a presença de uma grande multidão, diversos personagens locais como Vicentinho, Beto, Palhares, Faria e Renatinho, e times como Marumby, Ypiranga e Filosofia, sob um clima favorável abençoado por São Pedro, destacando a paixão e o entusiasmo da comunidade pelo evento.
A crônica narra o cotidiano da cidade de Jacarezinho em um dia quente, onde o calor persistente leva os moradores a buscar alívio. Os sorveteiros JB e Foguinho tornam-se o centro das atenções por venderem sorvetes deliciosos que ajudam a combater as altas temperaturas, tornando-os as figuras mais requisitadas e 'donos da cidade' nesse período.
O texto narra a triste história de Sebastião, apelidado de "Tião Cara Suja", um homem humilde e trabalhador que era constantemente alvo de zombarias por parte da garotada. Apesar da dor e humilhação, ele persistia em seu trabalho de matadouro, levando seu carrinho de madeira pela cidade. Aos domingos, sua solidão se intensificava, sem amigos ou conforto, perambulando pelas ruas. Um domingo, enquanto meditava sobre sua vida, Tião foi atropelado por um trem perto da Vila Setti, perdendo gradualmente a visão. Após o acidente, ele se tornou cego e incapaz de trabalhar. A garotada que antes o hostilizava agora o via com pena, pedindo esmolas, enquanto a comunidade se lembrava com saudade e tristeza dos tempos em que ele, indiferente às ofensas, subia a rua Paraná.
A crônica narra a vida de Zé Bobo, uma figura popular em Jacarezinho, descrevendo suas peculiaridades, a interação com os moradores e a preocupação gerada por seu desaparecimento. O texto explora a memória afetiva que os habitantes têm de Zé Bobo, utilizando a crônica como um 'memento mori'.
A crônica aborda a temática da indiferença social em Jacarezinho, onde a população, focada no trabalho diurno, ignora os acontecimentos noturnos da cidade.
Crônica sobre a mudança dos 'jogos de quadra' dos 'Segundos Jogos Abertos de Jacarezinho' devido a uma chuva inesperada, narrada de forma bem-humorada e atribuindo a autoria do engano climático a São Pedro