A crônica aborda a luta pela sobrevivência humana desde os tempos primitivos até a contemporaneidade, contrapondo a caça por alimento à necessidade de dinheiro. O cenário é Jacarezinho, onde a pobreza se manifesta em pessoas famintas, culminando na descrição da distribuição de alimentos como uma forma de 'paz' e 'progresso', no contexto da miséria social e da ajuda externa a países periféricos.
Crônica sobre observações do clima e do vento na cidade de Jacarezinho. Também cita a brincadeira de empinar papagaios, e os problemas que acarreta, como papagaios presos em fios de telefone e luz.
A crônica narra a jornada de uma idosa solitária ao cemitério de Jacarezinho, carregando flores e velas. Enquanto caminha pela Avenida dos Eucaliptos, ela relembra a alegria da infância e o casamento, contrastando com a dor das perdas sucessivas de pais, irmãos, marido e filhos. No túmulo, as lágrimas refletem a profunda tristeza e saudade, revelando o grande sofrimento por trás de sua aparente simplicidade.
A crônica se inicia com um pedido de desculpas por parte do escritor, justificando a repetição de uma crônica anterior devido a um acontecimento grave. O texto descreve o acidente de João, um menino negro de quinze anos, atingido acidentalmente por um tiro de espingarda de chumbo disparado por seu amigo. Narra o desespero do amigo, a internação de João na Santa Casa e a gravidade de seu estado. Destaca a solidariedade da comunidade de Jacarezinho, que arrecadou fundos para que João fosse levado de táxi-aéreo a São Paulo em busca de tratamento especializado. O autor explica que a urgência em ajudar João fez com que ele e a equipe do jornal não tivessem tempo para escrever, e finaliza pedindo orações pela recuperação do menino, que se encontra em coma e enfrentará uma delicada cirurgia em São Paulo.
Em 5 de outubro de 1962, em uma manhã ensolarada após a chuva, o narrador e um companheiro decidem passear pela cidade. Inicialmente pensam em ir até a Avenida das Nações Unidas, conhecida como "rua do asfalto", mas desistem ao ouvir sobre um acidente recente. Impressionados, retornam e, no caminho, veem as propagandas em muros e calçadas. Ao se aproximarem da Avenida Manoel Ribas, percebem um carro com a roda traseira presa em uma valeta e descobrem que a causa foram a chuva e o vento, que o arrastaram até ali.
O texto descreve um costume noturno em Jacarezinho, onde as pessoas se reuniam em frente aos cinemas Eden e Consórcio, observando o movimento e as pessoas. Esse hábito, originário de Curitiba, onde estudantes permanecem horas em frente aos cinemas, foi trazido para Jacarezinho, possivelmente devido ao grande número de estudantes locais em Curitiba.
A crônica observa a natureza humana de esquecer os "pedreiros" e "alfaiates" por trás das grandes realizações, aplicando essa reflexão à dedicação anônima de Zé Palhares e sua equipe na organização da festa de inauguração da nova sede social do Esporte Clube Marumby, em Jacarezinho, um clube que surge do esforço de jovens e homens da cidade.
Os ciganos são apresentados como um grupo que, ciente da superstição alheia, leva a vida que deseja sem prestar satisfações. Mesmo com caminhões modernos, suas tradições se mantêm: os homens fabricam "tachos" e as mulheres e meninas vendem e preveem a sorte por dinheiro, explorando a crença popular e estando, no momento do texto, em Jacarezinho, após um período de ausência.