A crônica aborda a comoção em Jacarezinho diante da iminente saída da Liquigás, com Alarico Rolin ('Lalo') liderando um abaixo-assinado para evitar a transferência da estação de engarrafamento. Paralelamente, a cidade se depara com a notícia de que a Companhia Telefônica Nacional (CTN) também pode deixar de operar ou de fazer melhorias devido à falta de contrato com a municipalidade, ameaçando Jacarezinho ficar sem serviço telefônico.
O texto relembra antigas tradições de trotes e celebrações em Curitiba e Jacarezinho. Inicialmente, descreve um trote único para calouros de direito em Curitiba, que consistia em um banho solene no chafariz da Praça Osório, com roupa e tudo. Essa prática foi abolida após um incidente trágico.
Em seguida, o narrador relata uma tradição pessoal dos atiradores do Tiro de Guerra 185 em Jacarezinho, que se banhavam no chafariz da Praça Rui Barbosa no encerramento do serviço militar, em 15 de novembro. Essa brincadeira, que inicialmente resultou em detenção em 1954, tornou-se uma tradição anual, com os atiradores molhados sendo uma visão comum no dia, mantendo viva a memória e o espírito de camaradagem da cidade.
A crônica traça a história de Jacarezino, desde o início do século XX, com o desenvolvimento agrícola após a colonização, seu crescimento como capital estudantil e 'Pérola do Norte', até a inauguração do Frigorífico como um novo motor de progresso e industrialização em 1962.
O autor descreve a rotina domingueira e a vida social em Jacarezinho, especialmente a ida ao cinema Consórcio, um ponto de encontro familiar. Ao irem ao cinema mais cedo que o habitual para evitar filas, presenciam um incidente cômico: um rapaz apressado tropeça e cai espetacularmente na entrada da plateia.
A crônica aborda a precariedade das estradas na década de 1960, especialmente entre Jacarezinho e Ourinhos, e a luta dos motoristas ('bandeirantes modernos') que, apesar das dificuldades, contribuíam para o progresso do Brasil. O texto faz um tributo a esses profissionais no Dia de São Cristóvão.