A crônica narra um desfile noturno em Jacarezinho, em 27 de Outubro de 1962, protagonizado pela fanfarra do Colégio Cristo Rei. O evento, que se tornou uma tradição anual nos últimos sábados de outubro, é na verdade o início da reunião de confraternização dos ex-alunos da instituição. O texto aborda o entusiasmo da cidade e a peculiaridade do desfile dos ex-alunos, que marcham com passos desordenados, refletindo a nostalgia e a memória dos tempos de escola, em um contexto social festivo e comemorativo.
O texto descreve a rotina da Rádio Jacarezinho, destacando a habilidade de adaptação humana aos fatos cotidianos. Em meio às vozes masculinas que dominam a programação, a rádio apresenta diariamente, das doze às treze horas, uma voz feminina doce e romântica, responsável por apresentar a "Crônica da Cidade".
Essa voz pertence a Dona Ione, que todos os dias se apressa pela Avenida Getúlio Vargas para chegar à rádio. O narrador a encontrou e, em uma conversa descontraída, Dona Ione brincou que um dia a crônica seria sobre ela. Apesar de sua relutância, o narrador decide que a crônica do dia será sobre Dona Ione e sua dedicada contribuição à radiofonia local, enfatizando sua alegria e o icônico visual com a bolsa preta.