O texto narra a triste história de Sebastião, apelidado de "Tião Cara Suja", um homem humilde e trabalhador que era constantemente alvo de zombarias por parte da garotada. Apesar da dor e humilhação, ele persistia em seu trabalho de matadouro, levando seu carrinho de madeira pela cidade. Aos domingos, sua solidão se intensificava, sem amigos ou conforto, perambulando pelas ruas. Um domingo, enquanto meditava sobre sua vida, Tião foi atropelado por um trem perto da Vila Setti, perdendo gradualmente a visão. Após o acidente, ele se tornou cego e incapaz de trabalhar. A garotada que antes o hostilizava agora o via com pena, pedindo esmolas, enquanto a comunidade se lembrava com saudade e tristeza dos tempos em que ele, indiferente às ofensas, subia a rua Paraná.
A crônica descreve a rotina matinal de um narrador que, a contragosto, se prepara para o trabalho em uma sexta-feira chuvosa, contrastando sua preguiça com a disposição alheia. No entanto, o foco principal é o encontro com várias crianças e uma mulher em situação de miséria, que pedem esmolas. A narrativa se aprofunda ao revelar que essas crianças pertencem a três famílias pobres em trânsito por Jacarezinho, sem recursos para prosseguir viagem, e que são usadas como meio para conseguir dinheiro. O texto aborda a questão da pobreza, a inocência das crianças como vítimas, e a busca incessante por uma vida melhor, que as leva a um 'caminhar eterno e sem fim'.
A crônica aborda a luta pela sobrevivência humana desde os tempos primitivos até a contemporaneidade, contrapondo a caça por alimento à necessidade de dinheiro. O cenário é Jacarezinho, onde a pobreza se manifesta em pessoas famintas, culminando na descrição da distribuição de alimentos como uma forma de 'paz' e 'progresso', no contexto da miséria social e da ajuda externa a países periféricos.
A crônica descreve a rotina e os sentimentos de uma jovem pobre e sonhadora em Jacarezinho, em 1962, que, enquanto lava roupas no ribeirão com suas companheiras, reflete sobre sua vida de dificuldades, falta de esperança e o desejo de ser feliz e amada, apesar das adversidades sociais e da dureza de seu cotidiano.
A crônica aborda a insatisfação humana generalizada com a própria profissão e a inveja da vida alheia, contrastando com a dura realidade social. O cronista, em um domingo otimista, depara-se com uma mulher pobre vasculhando o lixo na Rua Paraná, em uma cidade brasileira, o que o leva a refletir sobre a indiferença e a desigualdade, gerando um sentimento de remorso por não ter ajudado.
Crônica sobre a ausência da primavera em Jacarezinho, descrevendo o frio e a pobreza de dois meninos que trabalham para levar alimento para casa, um deles ferido e doente, e seu atendimento por uma alma caridosa, evidenciando a dor de ser pobre.