Mostrando 1 resultados

Descrição arquivística
Tião cara Suja
Visualizar impressão Visualizar:

1 resultados com objetos digitais Mostrar os resultados com objetos digitais

Crônica | 19 de julho de 1962

O texto narra a triste história de Sebastião, apelidado de "Tião Cara Suja", um homem humilde e trabalhador que era constantemente alvo de zombarias por parte da garotada. Apesar da dor e humilhação, ele persistia em seu trabalho de matadouro, levando seu carrinho de madeira pela cidade. Aos domingos, sua solidão se intensificava, sem amigos ou conforto, perambulando pelas ruas.
Um domingo, enquanto meditava sobre sua vida, Tião foi atropelado por um trem perto da Vila Setti, perdendo gradualmente a visão. Após o acidente, ele se tornou cego e incapaz de trabalhar. A garotada que antes o hostilizava agora o via com pena, pedindo esmolas, enquanto a comunidade se lembrava com saudade e tristeza dos tempos em que ele, indiferente às ofensas, subia a rua Paraná.

Celso Antônio Rossi