Jacarezinho

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Crônica | 01 de agosto de 1962

A crônica aborda a luta pela sobrevivência humana desde os tempos primitivos até a contemporaneidade, contrapondo a caça por alimento à necessidade de dinheiro. O cenário é Jacarezinho, onde a pobreza se manifesta em pessoas famintas, culminando na descrição da distribuição de alimentos como uma forma de 'paz' e 'progresso', no contexto da miséria social e da ajuda externa a países periféricos.

Crônica | 01 de dezembro de 1962

A crônica descreve a atmosfera de Jacarezinho, engalanada para o Natal e a chegada de dezembro. O cenário é a rua Paraná, onde um menino pobre, com roupas rotas e pés descalços, observa as vitrines. Em contraste, ele encontra outro menino, de sua idade, que acaba de comprar uma bicicleta. Este encontro, inicialmente percebido como triste pela diferença social, transforma-se em um momento de alegria e fraternidade quando o menino 'rico' empresta a bicicleta ao menino 'pobre', anulando o orgulho e a vaidade e fazendo com que pareçam irmãos, apesar das suas diferentes realidades sociais, em um momento de reflexão sobre a tristeza e a felicidade na época natalina.

Crônica | 02 de agosto de 1962

Crônica sobre observações do clima e do vento na cidade de Jacarezinho. Também cita a brincadeira de empinar papagaios, e os problemas que acarreta, como papagaios presos em fios de telefone e luz.

Crônica | 02 de novembro de 1962

A crônica narra a jornada de uma idosa solitária ao cemitério de Jacarezinho, carregando flores e velas. Enquanto caminha pela Avenida dos Eucaliptos, ela relembra a alegria da infância e o casamento, contrastando com a dor das perdas sucessivas de pais, irmãos, marido e filhos. No túmulo, as lágrimas refletem a profunda tristeza e saudade, revelando o grande sofrimento por trás de sua aparente simplicidade.

Crônica | 02 de outubro de 1962

A crônica se inicia com um pedido de desculpas por parte do escritor, justificando a repetição de uma crônica anterior devido a um acontecimento grave. O texto descreve o acidente de João, um menino negro de quinze anos, atingido acidentalmente por um tiro de espingarda de chumbo disparado por seu amigo. Narra o desespero do amigo, a internação de João na Santa Casa e a gravidade de seu estado. Destaca a solidariedade da comunidade de Jacarezinho, que arrecadou fundos para que João fosse levado de táxi-aéreo a São Paulo em busca de tratamento especializado. O autor explica que a urgência em ajudar João fez com que ele e a equipe do jornal não tivessem tempo para escrever, e finaliza pedindo orações pela recuperação do menino, que se encontra em coma e enfrentará uma delicada cirurgia em São Paulo.

Crônica | 03 de dezembro de 1962

A crônica descreve uma noite movimentada na Praça Rui Barbosa em Jacarezinho, em dezembro de 1962, abordando o burburinho de anúncios e vendas, a presença de um jovem introspectivo que observa o movimento e, principalmente, a tristeza e decepção da comunidade e do próprio jovem com o chafariz da praça, que está inoperante e às escuras, apesar do Natal e do Ano Novo se aproximarem, e de ser uma fonte de alegria para a cidade.

Crônica | 05 de dezembro de 1962

A crônica descreve a surpresa dos moradores de Jacarezinho com uma chuva contínua em dezembro, um mês tipicamente de festas e alegria, mas que se apresenta 'triste, cinzento e molhado'. O autor reflete sobre a imprevisibilidade do tempo na cidade, comparando a temperatura atual com a da primavera e a intensidade da chuva com chuvas de janeiro, gerando preocupação sobre como isso 'estragará' o mês do Natal. O cenário é a cidade de Jacarezinho, e o contexto são as observações e meditações do cronista sobre o clima e suas implicações.

Crônica | 05 de outubro de 1962

Em 5 de outubro de 1962, em uma manhã ensolarada após a chuva, o narrador e um companheiro decidem passear pela cidade. Inicialmente pensam em ir até a Avenida das Nações Unidas, conhecida como "rua do asfalto", mas desistem ao ouvir sobre um acidente recente. Impressionados, retornam e, no caminho, veem as propagandas em muros e calçadas. Ao se aproximarem da Avenida Manoel Ribas, percebem um carro com a roda traseira presa em uma valeta e descobrem que a causa foram a chuva e o vento, que o arrastaram até ali.

Crônica | 05 de setembro de 1962

O texto descreve um costume noturno em Jacarezinho, onde as pessoas se reuniam em frente aos cinemas Eden e Consórcio, observando o movimento e as pessoas. Esse hábito, originário de Curitiba, onde estudantes permanecem horas em frente aos cinemas, foi trazido para Jacarezinho, possivelmente devido ao grande número de estudantes locais em Curitiba.

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