A coleção Celso Rossi é composta por milhares de fotografias sobre a cidade de Jacarezinho, sobre seus moradores em ações cotidianas e em eventos variados. Seu acervo conta também com o Jornal Tribuna do Norte, de janeiro de 1960 a março de 1966, e de novembro de 1986 a dezembro de 1992. Destacam-se também as crônicas diárias sobre Jacarezinho e seus personagens, escritas por Rossi entre as décadas de 1960 a 1980 e, ainda, alguns outros documentos avulsos.
Ainda em vida, Celso Rossi manteve o compromisso de criar e atualizar semanalmente um foto blog, onde publicava suas fotos com uma breve descrição da mesma. No decorrer dos anos, algumas fotos que foram publicadas no foto blog se perderam, assim não podendo integrar nosso acervo na sua doação. Assim sendo, disponibilizamos também o link de acesso de seu foto blog, agora sob custódia da UENP: https://museu.uenp.edu.br/acervo-celso-rossi/index.html
O fundo contém 2230 crônicas escritas diariamente por Celso Antônio Rossi, as quais eram lidas durante um programa de rádio da época. As crônicas estão divididas entre séries e subséries, assim designando respectivamente os anos e meses em que foram escritas. Apesar de serem escritas diariamente, com o tempo muitas foram perdidas e ou muito danificadas, o que explica a ausência de algumas datas neste.
A crônica aborda a contextualização e importância de feriados comemorados em julho nos estados de São Paulo e Paraná, destacando especificamente que no dia 9 de julho comemora-se a Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, e no dia 12 de julho o aniversário da Constituição do Estado do Paraná de 1947, criticando a proliferação de feriados e o desconhecimento popular sobre seus motivos, e a falta de respeito à carta maior do estado.
A crônica narra a história do serviço de ônibus 'Circular' na cidade de Jacarezinho, desde sua origem nos anos 50 até um encontro peculiar em uma sexta-feira 13, abordando superstições e a evolução da cidade.
A crônica aborda a frequência de eleições no Brasil e seu impacto social e econômico, destacando a preparação para o pleito em Jacarezinho; o foco recai sobre o pintor Cesar e sua esposa, que, por necessidade, aplicam sua arte na pintura de muros para campanhas políticas, simbolizando uma luta pela sobrevivência e os 'sinais dos tempos' através de sua harmonia e trabalho.
A crônica aborda a monotonia dos domingos em cidades pequenas, exemplificada por Jacarezinho, onde a falta de lazer no inverno leva ao tédio. A narrativa descreve como a juventude da cidade organizou uma gincana automobilística que animou a população, quebrando a rotina e trazendo alegria. Os personagens são os moradores de Jacarezinho, especialmente os jovens organizadores e os espectadores (adultos e crianças), e o cenário é a própria cidade, com o contexto social de busca por entretenimento em dias de folga.
A crônica aborda a observação do narrador sobre o comportamento inquietante de seus companheiros em uma conversa matinal, culminando na revelação de que a ansiedade deles era motivada por um bolão de futebol organizado semanalmente em Jacarezinho, um evento social que gerava nervosismo e a busca por reconhecimento entre os amigos.
A crônica aborda a mobilização nacionalista e patriótica no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial (1942), destacando o envolvimento de cidades grandes e pequenas, como Jacarezinho. A narrativa se centra na bandinha 'furiosa' da cidade e, de forma nostálgica, na figura do 'homem que tocava a tuba', apelidado de 'Micoco', e sua importância na memória local, vinte anos após os eventos.